Segue neste artigo pontos que consideramos importantes retirados deste livro, e que acreditamos que será de grande valia na sua vida. Como é bom ler um bom livro e ver através dele que o Senhor fala conosco de várias formas, e lendo livros cristãos é uma forma maravilhosa de receber a Sua palavra.

Seja abençoado.
As disciplinas Espirituais

    • Não podemos limpar nosso próprio coração exercitando nossa própria “vontade”.
    • O apóstolo Paulo disse: “O que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção, mas o que semeia para o Espírito, do Espírito
      colherá vida eterna (Gálatas 6:8). O lavrador não consegue fazer germinar o grão. Tudo o que ele pode fazer é prover as condições certas para o crescimento do grão.
    • Todos pensam em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.
    • Quando verdadeiramente cremos que a transformação interior é obra de Deus e não nossa, podemos dar descanso a nossa vontade por endireitar a vida dos outros.

Disciplina da Oração

    • Em questões de problemas físicos, sempre tendemos a orar primeiro pelas situações mais difíceis, porém precisamos apreender a dar importância de começar a orar por coisas menores, como resfriados ou dores de ouvido. O êxito nos pequenos cantos da nossa vida irá nos dar autoridade nas questões maiores.
    • Uma criança não acha difícil ou complicado conversar com seu pai, nem ela se sente constrangida em trazer à atenção dele a mais simples necessidade. Por que não fazemos o mesmo com Deus? Por que apenas chegamos diante do Senhor com os nossos problemas “complicados”?
    • Seu pastor e os cultos de adoração precisam ser banhados em oração. Paulo orava por seu povo e ele pedia ao povo que orasse por ele. Frank Laubach dizia: “Sou muito sensível e sei quando estais orando por mim. Quando orais por mim, sinto um poder que não é meu.”
    • Seus próprios filhos podem e devem ser transformados mediante suas orações. Ore por eles durante o dia com a participação deles e ore por eles à noite enquanto dormem. Um bom método é entrar no quarto e colocar levemente as mãos sobre a criança. Imagine a luz de Cristo fluindo através de suas mãos e curando cada trauma emocional e cada mágoa que seu filho sofreu no dia.

Disciplina do Jejum

    • O jejum bíblico sempre se concentra em finalidades espirituais.
      Para que fins estás jejuando?
    • No jejum de quarenta dias de Jesus, diz o evangelista que ele “nada comeu” e ao fim desses quarenta dias “teve fome”, e Satanás o tentou a comer, indicando que a abstenção era de alimento e não de água (Lucas 4.2ss). As vezes se descreve o que poderia ser considerado jejum parcial, isto é, há restrição e dieta mas não abstenção total.
    • Há, também, diversos exemplos bíblicos do “jejum absoluto”, ou abstenção tanto de alimento como de água. No caso de Ester, após saber que a execução aguardava a ela e ao seu povo, ela instruiu a Mordecai: “Vai, ajunta a todos os judeus…e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia, e eu e as minhas servas também jejuaremos” (Ester 4.16).
    • Paulo fez um jejum absoluto de três dias após seu encontro com o Cristo vivo (Atos 9.9).
    • É preciso sublinhar que o jejum absoluto é a exceção e nunca deveria ser praticado, a menos que a pessoa tenha uma ordem muita clara de Deus, e por não mais do que três dias.
    • Nunca fez jejum? Comece com um parcial de vinte e quatro horas de duração. Muitos têm achado que o melhor período é de almoço a almoço. Exteriormente você estará executando os seus deveres regulares do dia, mas interiormente você estará em oração e adoração, cantando e louvando.
    • Provavelmente você sentirá algumas dores de fome ou desconforto antes de terminar o tempo. Em vários aspectos, seu estômago é como uma criança que precisa de disciplina. Ignore os sinais ou diga mesmo ao seu “filho mimado” que se acalme e em breve as dores da fome terão passado. Se não, tome um copo de água e o estômago ficará satisfeito. Você tem que ser o senhor de seu estômago, e não seu escravo.

Disciplina da Simplicidade

    • Compre coisas na sua vida por utilidade e não por seu “status”. Os automóveis devem ser comprados por sua utilidade, e não por seu prestígio.
    • Para com o esforço de impressionar as pessoas com suas roupas e impressione-as com sua vida.
    • Crie o hábito de dar coisas. Se você acha que se está apegando a alguma coisa, considere dá-la a alguém que necessite.
    • Desacumule. Coisas que não são necessárias complicam sua vida e elas podem ser bênção para outras pessoas.

A Disciplina da Submissão

    • Muitas lutas e divisões na igreja ocorrem porque as pessoas não tem a liberdade de submeter-se umas as outras.
    • Precisamos aprender a colocar os interesses alheios acima do nosso próprio.
    • A liberdade está em se tornar servo de todos.
    • O símbolo supremo desta radical condição de servo é a cruz. “Jesus a si mesmo se humilhou, tomando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Mas observe isto: Cristo não somente morreu uma morte de cruz, ele viveu uma vida de cruz. O caminho da cruz, o caminho do servo sofredor, foi essencial ao seu ministério. Jesus viveu a vida de cruz em submissão ao próximo. Ele foi o servo de todos. Ele rejeitou de planos os títulos culturais de posição e poder quando disse: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi… Nem vos chameis mestres” (Mateus 23:8-10). Jesus rompeu os costumes de seu tempo quando sobreviveu à vida de cruz tomando a sério as mulheres e dispondo-se a encontrar-se com as crianças. Ele viveu a vida de cruz quando tomou uma toalha e lavou os pés dos discípulos.
    • Jesus chamou seus seguidores para viverem a vida de cruz. “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). Ele disse claramente a seus discípulos: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Marcos 9:35). Quando Jesus imortalizou o princípio da vida de cruz lavando os pés dos discípulos, ele acrescentou: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15).

Disciplina da Confissão

    • É importante que, quando os outros nos revelam suas angústias, aprendamos a estar quietos. Seremos severamente tentados a aliviar a tensão da situação fazendo algum comentário de improviso. Isto distrai e até destrói o momento. Nem deveríamos tentar arrancar mais detalhes do que os necessários. Se percebemos que, por constrangimento ou temor, eles retêm algo, o melhor método é esperar em silêncio e em oração.
    • O primeiro serviço que se presta a outros na comunidade consiste em ouvi-los. Assim como amar a Deus começa com ouvir a sua Palavra, assim o começo do amor aos irmãos está no aprender a ouvi-los.”
    • Não temos de ter as respostas corretas para ouvir bem. Com efeito, freqüentemente as respostas corretas constituem um obstáculo para se ouvir, pois estamos mais ansiosos por dar a resposta do que para ouvir. Uma impaciente meia-atenção é uma afronta à pessoa que fala.
    • É desnecessário dizer que enquanto a pessoa fala você deve está orando por ela. Interiormente e de modo imperceptível (seria descortês demonstrar que você está orando) você irradia para ela orações de amor e perdão. Você ora, também, para que ela dê a “chave” que revelaria qualquer área que necessita do toque curador de Cristo.
    • É de extrema importância que você ore pela pessoa e não apenas lhe dê conselhos. Antes da oração, ou durante ela, deveríamos anunciar à pessoa que o perdão em Jesus Cristo é agora real e eficaz para ela. Podemos dizê-lo em palavras e tons de autêntica autoridade, pois temos todo o céu em apoio de absolvição (João 20:22-23).

Disciplina da Celebração

    • Se pensarmos que teremos alegria apenas orando e cantando salmos, ficaremos desiludidos. Mas se enchermos nossa vida com coisas boas e
      simples, e constantemente dermos graças a Deus por elas, conheceremos a alegria. E que dizer de nossos problemas? Quando determinarmos permanecer nas coisas boas e excelentes da vida, nossa vida se encherá dessas coisas de tal sorte que elas terão a tendência de tragar nossos problemas.

Disciplina do Serviço

  • Como a cruz é o símbolo da submissão, assim a toalha e o rodo é o símbolo do serviço.
  • Nada como o serviço no anonimato para transformar os desejos da carne. A carne choraminga contra o serviço, porém, contra o serviço feito no anonimato, ela apronta uma gritaria. Ela se esperneia por obter honra e reconhecimento. Ela imagina meios sutis, religiosamente aceitáveis a fim de chamar a atenção para o serviço prestado. Se ousadamente nos recusarmos a ceder à luxúria da carne, nós a crucificamos. Toda vez que crucificamos a carne crucificamos nosso orgulho e arrogância.
  • A “concupiscência da carne” refere-se ao fracasso de por ela sob o nosso controle.
  • A carne deve aprender a dolorosa lição de que ela não tem direitos próprios.
  • Quando escolhermos servir, ainda estamos no comando. Decidimos a quem e quando servir. Se estamos no comando, preocupar-nos-emos muito sobre alguém pisar-nos, isto é, dominar-nos. Mas quando escolhemos ser servos, damos de mão ao direito de estar no comando.
  • Considere a perspectiva de um escravo. O escravo vê a vida toda da perspectiva da escravidão. Ele não vê a si mesmo como possuindo os
    mesmos direitos de homens e mulheres livres. Por favor, entenda-me: quando esta escravidão é involuntária, ela é cruel e desumanizante. Quando a escravidão é livremente escolhida tudo muda. A servidão voluntária é uma grande alegria.
  • Fazemos o melhor do nosso esforço por suavizar a linguagem de Paulo, traduzindo a palavra “escravo” por “servo”. Mas, seja qual for a palavra que resolvamos empregar, estejamos certos de entender que Paulo queria dizer que de livre vontade ele abria mão de seus direitos. Portanto, justifica-se o respeito de que se aproveitem de nós e nos pisem.
  • É um ato de submissão e serviço permitir que os outros nos sirvam.
  • Serviço Farisaico X Serviço Verdadeiro
    • O serviço farisaico impressiona-se com a “aparência”. Ele está interessado em registrar lucros impressionantes no “placar” eclesiástico.
      O serviço verdadeiro acha quase impossível distinguir entre serviço pequeno e serviço grande.
    • O serviço farisaico é afetado por estados de ânimo e caprichos. Ele só pode servir quando há um “sentimento” de servir (“movido pelo Espírito”, conforme dizemos). Saúde ruim ou sono insuficiente controlarão o desejo de servir.
      O verdadeiro serviço ministra simples e fielmente porque há uma necessidade. Ele sabe que o “sentimento de servir” pode, muitas vezes, constituir-se em obstáculo ao verdadeiro serviço. Ele recusa permitir que o sentimento controle o serviço, mas permite que o serviço discipline os sentimentos.
    • O serviço farisaico é temporário. Funciona somente enquanto se executam os atos específicos do serviço. Havendo servido, pode descansar
      sossegado.
      O verdadeiro serviço é um estilo de vida. Ele atua a partir de padrões arraigados de vida. Brota espontaneamente para satisfazer a necessidade humana.
    • O serviço farisaico fratura a comunidade. Na análise final (uma vez removidas todas as armadilhas religiosas) ele se concentra na glorificação do indivíduo. Portanto, ele coloca os outros a nosso débito e se torna uma das mais sutis e destrutivas formas de manipulação conhecidas. O resultado é a ruptura da comunidade.
      O verdadeiro serviço, por outro lado, edifica a comunidade. Silenciosa e despretensiosamente ele vai aqui e ali cuidando das necessidades alheias; não obriga ninguém a retribuir o serviço. Ele atrai, une, cura, edifica. O resultado é uma comunidade unida.
    • O serviço farisaico demanda recompensas exteriores. Ele precisa saber que as pessoas vêem e apreciam o esforço. Ele busca o aplauso dos homens com a devida modéstia religiosa, é claro.
      O verdadeiro serviço descansa contente no anonimato. Ele não teme as luzes e o frêmito da atenção, mas também não os busca. Uma vez que ele vive a partir de um novo Centro de Referência, o aceno divino de aprovação é quanto basta.
    • O serviço farisaico está muitíssimo preocupado com os resultados. Ele espera ansiosamente para ver se a pessoa servida retribui na mesma moeda. Amargura-se quando os resultados ficam aquém das expectativas.
      O verdadeiro serviço está livre da necessidade de calcular resultados. Ele deleitasse apenas no serviço. Pode servir os inimigos com a mesma liberdade com que serve os amigos.
    • O serviço farisaico escolhe minuciosamente a quem servir. Às vezes os nobres e poderosos são servidos porque isso trará certa vantagem. Às vezes os humildes e indefesos são servidos porque isso garantirá uma imagem humilde.
      O verdadeiro serviço não discrimina em seu ministério. Ele ouviu a ordem de Jesus de ser “servo de todos” (Marcos 9:35). Francisco de Assis escreveu: “Sendo servo de todos, estou obrigado a servir a todos e administrar as palavras suavizadoras de meu senhor.”