Olá. Segue mais um resumo de um livro sobre missões.

“Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse 5:9).

O Cordeiro de Deus comprou homens e mulheres de toda tribo, língua, povo e nação. Por esta causa, sabemos que haverá seguidores de Jesus de cada grupo étnico mucu1m@no adorando ao redor do trono de Deus. A cruz nos assegura essa colheita futura. Não sabemos quando se concretizará, mas na cruz se tornará realidade.

“Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça…”(João 15:16a)

Os pesquisadores tem encontrado um grande aumento no número de mucu1m@no$ decididos a seguir Jesus. Porém a maioria deles escolheu não congregar em uma igreja local.

“Vocês não dizem: Daqui a quatro meses haverá a colheita? Eu lhes digo: Abrão os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” (João 4:35)

Como o semeador que saiu para semear a semente e encontrou diferentes tipos de solos e desafios para a semeadura, vivemos hoje num mundo cheio de oportunidades de sucesso e fracasso. Precisamos, portanto, compreender o quanto temos sido eficazes no trabalho de espalhar a preciosa semente.

O 1$lam1sm0 é uma fé missionária com uma clara ordem vinda de suas Escrituras para a sua difusão ao redor do mundo.

William Carey apresenta as igrejas protestantes para que se engajem em missões. Apesar de abundante semeadura do Evangelho produzida pelo movimento missionário moderno, estima-se que tenha havido apenas três milhões de seguidores de Jesus até o ano de 1887.

Depois de 1960 dois fatores principais estimularam uma virada neste cenário: o fim acelerado do império colonial ocidental e o impacto de servos de Deus tais como Billy Graham.

O 1$lam1sm0 é hoje a religião majoritária em cinquenta países. Muitos pensam no 1$lam1sm0 como sendo uma religião predominante árabe, mas os árabes representam apenas cerca de 20% da população total de mucu1m@no$. Na verdade, há um número muito maior de mucu1m@no$ no sul e sudeste asiático. A diversidade cultural é perceptível nas m3squ1tas construídas ao redor do mundo.

Mucu1m@no$ e protestantes estão crescendo num índice parecido. O fator surpreendente é que os evangélicos ultrapassam o crescimento 1$lam1c0, e o crescimento 1$lam1c0, e o crescimento daqueles ocorre primeiramente quando adultos e jovens decidem seguir a Cristo. No entanto, quase que todo o crescimento 1$lam1c0 é em função da taxa de natalidade. A adesão ao 1$lam1sm0 por meio de casamento e conversão por convicção ou mesmo precursão não representa mais que 10% do índice total de crescimento do I$lã.

Porém, Deus está trabalhando de maneiras extraordinárias em resposta à orações. Ele tem distribuído visões, sonhos e milagres e muita gente. O significativo aumento em número de COMs e até de igrejas de COMs nos últimos vinte anos se assemelha à expansão do 1$lam1sm0.

O livro fala da importância de ter uma lista de povos mucu1m@no$ e descobrir quantos deles permanecem sem terem sido ainda engajados. Não é tarefa fácil, por uma série de razões.

Porém existe uma lista hoje com aproximadamente 1.000 povos mucu1m@no$ não alcançados. Patrick Johnstone tem ao longo de anos feito isso, através de blocos de afinidade, aglomerado de pessoas e povos. O material se encontra compilado em um CD, nas organizações missionárias MIAF e SIM- Brasil.

“Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês.” (Oséias 10:12)

Não é adequado que um esforço missionário inclua meramente “atividade evangelística. Ao considerar um povo como alvo para engajamento é preciso que haja uma atividade estratégica que produza frutos que permaneçam e se multipliquem. Dessa forma, o termo deva ser “engajamento eficaz”.

Quatro elementos são essenciais para um engajamento eficaz: esforço apostólico em termos de residência, dedicação para trabalhar com a língua e cultura local, comprometimento com um ministério de longo prazo e, por ultimo semeadura consistente tendo como o alvo um movimento emergente de plantação de igrejas.

O mundo está mudando com muita rapidez. Alego respeitosamente que é muito provável que qualquer indivíduo que não tenha estado imerso no contexto de determinado povo nos últimos cinco anos tenha perdido a sua habilidade de discernir com eficácia a condição do Evangelho entre esse povo.

Descrevemos “obreiro de campo “como alguém que é residente entre um determinado povo, conhece a língua(s) e a cultura local (com um amplo entendimento de como os membros daquele grupo pensam, sentem e agem), e está envolvido em relacionamento interpessoais(desta maneira, tendo conhecimento íntimo de quem está ouvindo, como as pessoas estão respondendo e o que está ou não dando resultados).

Compartilhar as escrituras de maneira eficaz
“Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus.”(Lucas 8:11)

Em anos recentes muitas pessoas envolvidas na tradução e promoção das Escrituras ao redor do mundo têm deixado de considerar a publicação ou, até mesmo, a distribuição de um Novo Testamento como sendo o alvo final de seu ministério. Em vez disso, o alvo é uma comunidade transformada pelo Evangelho, sendo o Novo Testamento impresso um de muitos instrumentos baseados nas Escrituras, que pode conduzir e subsidiar tal transformação. Em outras palavras, o foco é substituir o acesso às Escrituras por um engajamento com as escrituras.

Sete assuntos precisam ser examinados para compartilhar as Escrituras de maneira eficaz:

  • Público alvo: determinar o publico alvo do material das Escrituras que eles esperam produzir ou utilizar. Uma vez que a natureza humana nos leva a nos associarmos com as mais semelhantes a nós mesmos, missionários protestantes com frequência escolhem protestantes para serem seus ajudantes no aprendizado da língua e guias culturais. Enquanto essa tendência permite ao missionário a comunhão necessária, isso o deixa normalmente desinformado em relação a cosmovisão, costumes e preferências linguísticas da maioria mucu1m@na. Para estar envolvido com a tradução e ou/distribuição de material bíblico é preciso de treinamento transcultural, a fim de ajudar a entender os mucu1m@no$ que serão alcançados pelo evangelho.
  • Distintivos da língua: saber língua proeminente(usada para escrever e falar em publico) e língua de menor prestígio(do dia a dia), pois normalmente as Escrituras devem ser apresentadas na linguagem formal, mas não é necessariamente compreendida. Ideal seria descobrir a partir dos mucu1m@no$ em sua comunidade linguística quais as formas que eles entendem como mais aceitas para o aprendizado das verdades bíblicas.
  • Estratégias de comunicação oral: Estratégias que têm obtido sucesso em áreas mucu1m@na$ são: Ensino bíblico cronológico; Narrativas bíblicas dramatizadas em áudio; Porções das Escrituras propagadas pelos novos meios de comunicação tais como internet, telefones móveis, vídeos clipes, etc; Poesia, provérbios e recitações.
  • Apresentação: Leitores mucu1m@no$ são mais tendentes a aprovar uma tradução que não pareça aliená-los de sua comunidade. Fatores que podem influenciar na aceitação de uma tradução são: o desenho gráfico, a escrita e os endossos.
  • Informação de contexto de experiência: A comunicação transcultural é algo difícil, mesmo sob as melhores circunstâncias. Isso acontece porque os dois parceiros na conversação não compartilham do mesmo conjunto de conhecimento cultural. Comunidades mucu1m@na$ têm muitos valores e práticas culturais em comum com a cultura do Antigo Testamento. Exemplo: Honra e vergonha, hospitalidade, generosidade e solidariedade comunitária e familiar.
  • Relevância da mensagem: Tim Matheny afirma que mucu1m@no$ não se interessarão pela mensagem do Evangelho a menos que possam ver de que forma o Evangelho responderá às suas necessidades. Assim, uma forma para que isso aconteça é no relacionamento, entender como eles utilizam a bíblia para entender as suas necessidades (realidades dos dias atuais).
  • Distribuição: sempre é importante obter o conselho de mucu1m@no$ na comunidade quanto a aceitabilidade e eficácia dos métodos de distribuição. É preciso descobrir como os não cristão veem esses esforços.

Parcerias no desenvolvimento da tarefa
“Então disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mateus 9:37-38)

O que está claro:
Percebe-se uma retomada do interesse em se fazer algo pelos povos mucu1m@no$ e de igrejas locais formando suas equipes.

Muitos países com grande populações mucu1m@na$ estão tornando difícil a obtenção de visto de residência para americanos, britânicos e alemães. Governos mucu1m@no$, com ou sem tecnologia, são capazes de detectar “missionários”. Mesmo aqueles que possuem empregos reconhecidos ou desenvolvem “negócios como missão, ainda são muitas vezes considerados missionários.

Há tanto entusiastas quanto céticos moderados no que diz respeito à proposta de que o grande aumento em número de evangélicos no sul global se traduzirá em um grande aumento de plantadores de igrejas pioneiros entre os mucu1m@no$ não engajados.

O que não está claro:

  • O que foi realizado com os povos mucu1m@no$ não engajados antes de 2000.
  • Qual dos empreendimentos foram iniciados por agências ocidentais ou pelos próprios africanos, asiáticos ou latino-americanos?
  • O que líderes do Sul Global querem com o Ocidente?
  • O que líderes e igrejas de missões do sul Global dizem dos estrangeiros e o que devem ocupar nas iniciativas de engajar os povos mucu1m@no$?
  • Talvez 99% de todos os cristãos residentes em seus lugares de trabalho ou escolas próximas a mucu1m@no$ evitam iniciativas de testemunho.

Muita coisas ainda não se sabe, não teve registros passados do que se foi feito em termos de evangelismo e engajamento com os povos mucu1m@no$, mas grandes são os desafios.
De acordo com Mateus 10:16-23 , aos que seguem o chamado do Senhor não lhes é prometido uma vida fácil.

A geração atual está preparada para o desafio? Certamente que não, sem a presença sustentadora do Espírito Santo. Até aqui apenas uma pequena porcentagem de crentes vindos do sul global se tornaram cristão da Grande Comissão. Somente uma pequena porcentagem deles tem desejado e sido capaz de assumir e manter residência entre um povo mucu1m@no.

Porém precisamos lembrar que o Senhor da seara não está confuso em função dos obstáculos encontrados atualmente no mundo mucu1m@no$. Ele responderá as nossas petições de levantar trabalhadores para a sua seara entre os mucu1m@no$.

A Mulher em Ação

Mulheres com idéias estranhas não são tão ameaçadas para os governos quanto os homens. Este fato surpreendente não deve ser negligenciado ao se discutir estratégias concernentes ao povos mucu1m@no$.

Papéis das mulheres na Bíblia e atualmente:

  • Proclamação;
  • Oração;
  • Perseguição;
  • Atitudes amáveis;
  • Hospitalidade;
  • Serviço;
  • Mentoreamento;
  • Criação de filhos.

Compartilhar sobre Cristo com as mulheres mucu1m@na$ normalmente acontece no ambiente do lar. Enquanto as mulheres tomam um chá e compartilham as lutas da vida, Jesus é proclamado como aquele que pode ampará-las não apenas nessa vida como também na vindoura.

Mães missionárias buscam criar seus filhos para amarem ao Senhor e servi-lo. Muitas mães se encarregam do ensino domiciliar dos filhos (Home School), ajudam seus filhos com a lição de casa da escola no país, ou simplesmente cuidam das necessidades diárias de suas crianças. Elas limpam narizes, disciplinam, educam e ministram a família. Elas têm em mente que seus filhos são também seus discípulos.

Cada crente tem uma história sobre a graça de Deus em sua vida. Mulheres precisam de portas abertas para compartilhar essa história. Elas podem começar proclamando em pequenos grupos com crentes apenas e depois com grupos com crentes e mucu1m@no$ juntos.

Muitas mulheres escolhem não proclamar o evangelho por medo, de perdas, tormentos, rejeição e perseguição. Missionários e crentes nacionais devem ser modelo de coragem e perseverança duradoura em meio à perseguição. O medo somente pode ser vencido pela fé.

Devemos encorajar e ensinar nossas irmãs a orar em todo o tempo. À medida que suas vidas de oração são revolucionadas, as igrejas plantadas de que elas fazem parte também serão.

“Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus.”(Gálatas 3:28)

Quando as mulheres em suas funções são abençoadas e encorajadas por suas igrejas, sendo ouvidas, utilizadas e tendo suas funções desenvolvidas, essas igrejas prosperarão.

Primeiros Frutos e Futuras Colheitas
Deus é amor (1João 4:10; Apocalipse 5:9)

O pecado nos separa de Deus, porém Deus nos ama apesar do nosso pecado e nos quer em sua presença, e Ele convida todos os povos para descansar nEle.

O Evangelho é forte, é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:6). Ao espalharmos a semente (Palavra de Deus), ela criará raiz, crescerá, amadurecerá e multiplicará, cumprindo seu propósito (Isaías 55:11).

Hoje enquanto os primeiros frutos da fé são encontrados entre mucu1m@no$, Deus está nos permitindo ver sua colheita se expandindo de forma que possamos dizer com Ele: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é Filho de Abraão.”

Ore, creia e obedeça. Deus ama os mucu1m@no$ e é difícil imaginá-lo vindo a Cristo, ainda que por meio dos melhores esforços, sem que sintam o amor daqueles que anuncia o Evangelho e possam ver Cristo manifestado na vida da testemunha.

Equipes normalmente concluem que as Escrituras escritas são o melhor para povos que estão acostumados a ler e escrever; e a Palavra em forma de histórias é o melhor para as culturas orais.

Discipulado
“Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”. (1 Pedro 4:10)

Práticas Frutíferas:

  • Visar testemunhar por meio de redes sociais e relacionais (familiares, vizinhos, grupos comunitários, etc.)
  • Buscar comunicar a mensagem de maneira culturalmente relevante.
  • Comunicar o Evangelho na língua do coração do povo.
  • Buscar se tornar culturalmente apropriado (Vestimentas, língua, costumes, hospitalidade, etc.)

As mulheres consideram o uso da língua do coração mais importante do que os homens (94% das mulheres, 82% dos homens). Isso talvez seja verdade porque as mulheres que elas buscam alcançar sejam menos tenentes a falar a língua comercial que os homens.

“Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer”. (1 Coríntios 3:6)

Importante trabalhar próximo dos novos crentes e criar um modelo de vida cristã. Servir de modelo e ensinar uma vida de discipulado por meio de suas ações e relacionamentos no lar, no serviço e na perseguição. Aprender maneiras culturalmente apropriadas para confrontar o pecado e restaurar o pecado arrependido. Manter o respeito pelos gêneros: normalmente homens discipulam homens, mulheres discipulam mulheres.

Preocupações e cuidados com mucu1m@no que vieram a Cristo, de acordo com Rolland Muller: Manter o seguidor de Jesus vivo fisicamente; Unir as duas faces (as duas identidades: de mucu1m@no e de seguidor de Jesus); Encorajar o crescimento espiritual; Vir a público como seguidor de Jesus e; Integra-lo num grupo de comunhão.

Nosso alvo não é apenas proclamar o Evangelho, é estabelecer comunidades de crentes que seguem a Jesus ao máximo possível dentro das suas normas culturais sem perder sua integridade, e que se multiplicam mutuamente.

Palavra e adoração:

  • Usar a bíblia como a fonte central de vida, crescimento e missão;
  • Criar formas de adoração nacionais em sua língua do coração (escrevendo suas próprias canções);
  • Compartilhar refeições e a ceia do Senhor e praticar a hospitalidade;
  • Redimir festivais e cerimônias (casamento, nascimento, etc.).

Integrar as mulheres mucu1m@na$ em: compartilhara  fé, mentorear mulheres crentes mais novas, treinar crianças na fé, organizar serviços comunitários, fornecer liderança culturalmente apropriada, perseverar a integridade da família e comunidade.

Para formar liderança:

  • Selecionar líderes pelo caráter acima das credenciais;
  • Treinar líderes em seu contexto mediato e se possível, localmente;
  • Utilizar as escrituras como um manual para treinamento e qualificação para liderança;
  • Estabelecer modelos de liderança por meio de relacionamentos;
  • Mentorear e ensinar por meio de experiências práticas;
  • Validar, afirmar e reforçar o papel do líder e ajudar a escolher líderes.

Qualidade que se espera de um líder:

  • Coração de evangelista
  • Caráter louvável
  • Habilidade para delegar
  • Disponibilidade
  • Habilidade para reconhecer dons nos outros
  • Visão
  • Experiência
  • Servidão
  • Amor pelo próximo
  • Devoção
  • Paixão

Testemunho de um missionário do Quênia: “Deus talvez use uma pessoa para atrair os mucu1m@no$, outra para conduzi-los à fé, outra para discipulá-los. Não temos que fazer tudo.”

Enquanto nos regozijamos com o fato de que muitos mucu1m@no$ em diversos contextos estão encontrado o Salvador, reconhecemos que esses são apenas os primeiros frutos entre milhões que ainda virão ao conhecimento de Jesus.

Jesus prometeu enviar seus seguidores para “pescarem homens”(Mateus 4:19). Pescar é uma habilidade que se aprende. Pedir ao Senhor trabalhadores para colheita (Lucas 10:2). Resistir a tentação de erigir um monumento para seu ministério. Em vez disso, encoraje novos crentes a se reunirem em seus próprios lares. Sejamos pessoas que atraíam seguidores de Cristo Jesus. (1 Pedro 3:15)

A Grande Comissão diz respeito à glória de Deus sendo revelada e aceita pelo mundo. Morrer para si mesmo é o princípio (1 Coríntios 9:22) e colocar nosso ministérios no altar, sempre avaliando a luz da Palavra de Deus e da Sua missão.

Cinco elementos em cada movimento de plantação de igreja, são eles:

  • Maneira eficaz de iniciar um testemunho eficaz;
  • Um testemunho eficaz do Evangelho;
  • Discipulado básico e imediato;
  • Formação eficaz de grupos de comunhão;
  • Desenvolvimento contínuo de liderança.

O ensino de histórias bíblicas é uma das práticas frutíferas que Deus está usando hoje para alcançar os povos não alcançados.

Capacitando líderes

Três tipos de relacionamento:

  • Pai para filho:  Treinar líderes frutíferos que sejam capazes de treinar outros, fazendo com que eles cresçam e eu diminua (João 3:30). Permitir que cometam erros – como um pai ou irmão mais velho ainda carregando a responsabilidades. Assinalar a bíblia como o principal recurso para lidar com perguntas. Passar tempo com os líderes.
  • Irmão para irmão: Observar o tempo. Compartilhar responsabilidades e fardos. Ajudá-los a verem questões a partir de ângulo diferente. Ter coragem de se submeter ao conselho deles. Resistir a tentação de “querer pular e salvar”.
  • Tia/Tio: Tios/tias precisam ser conhecidos entre os líderes locais como pais/mães, precisam ser motivados por amor e manter uma comunicação eficaz.

Finanças

O uso impróprio de ajuda financeira estrangeira pode com certeza prejudicar o trabalho de Deus em qualquer contexto.

Deus está usando eventos mundiais e a mídia para dar a muitos crentes um peso de responsabilidade e uma paixão para alcançar os mucu1m@no$.

Porém, a realidade com respeito ao mundo 1$lam1c0 é que os mucu1m@no$ têm opiniões preconcebidas sobre como as missões cristãs trabalham. E, em poucas exceções, a maioria dos países mucu1m@no$ tem problemas com desemprego, falta de atendimento as necessidades básicas, etc. Calcula-se que 60% dos mais pobres do mundo são mucu1m@no$.

1$lam1sm0 Folclórico

mucu1m@no$ que praticam o 1$lam1sm0 Folclórico vivem em um mundo em que as forças do mal e os seres invisíveis, tanto reais como imaginários, causam devastação em sua vida diariamente.

Quando esses mucu1m@no$ chegam a Cristo é preciso fazer oração de quebra, oração de cura e oração de libertação.

1$lam1sm0 e a Receptividade a Jesus

Fatores que dificultam a Receptividade:

  • Medo de ataque extremista;
  • Poder econômico extremista;
  • Políticas governamentais;
  • Luta aberta contra os cristão;
  • O silêncio cristão;
  • Propaganda anti-cristã.

Fatores que encorajam a receptividade a Cristo:

  • Ações de líderes e eruditos mucu1m@no$ moderados;
  • Ira mucu1m@na contra os terroristas perpetrados por extremistas;
  • Mais oportunidade de falar sobre Jesus;
  • Maturidade cristã em tempos de dificuldade e perseguição;
  • Orações intensas resultam em respostas maravilhosas;
  • Mais treinamento e planejamento.

O crescimento do 1$lam1sm0 é desafiador. Algumas vezes, ele retarda atividades cristãs. Entretanto, se acima de tudo a igreja enxergar o crescimento e a expansão do 1$lam1sm0 com olhos espirituais, ela descobrirá oportunidades únicas para realizar a missão de Deus e para colher almas que estão prontas para a salvação. Seguidores de Jesus serão fortalecidos e encorajados a executar a tarefa de testemunhar de Jesus com mais zelo e sabedoria. Na verdade, o 1$lam1sm0 faz a comunidade mucu1m@na muito mais receptiva a Jesus e essa aceitabilidade se tornaria ainda mais se cristãos fizessem a coisa certa na hora certa como o coração e poder do Senhor.

Como missionário precisamos decidir: Preservação pessoal ou dedicação pessoal ao evangelho? (Filipenses 3:20; 1 João 3:16; Marcos 8:34-35)

Identidade

Hoje como missionários enfrentamos um desafio. No passado pensávamos que podíamos viver em dois mundos com duas identidades. Para igreja éramos missionários e para os amigos mucu1m@no$, homens de negócio, professores, etc. A verdade é que estávamos tentando ser ambos.

Porém essa identidade dual resulta em inquietações, alguns sentem como se estivessem escondendo sua verdadeira identidade e enfrentam o medo de ser descobertos. O que pode resultar em falta de integridade e falta de ousadia para compartilhar o Evangelho.
Ainda que nossas intenções são boas, essa falta de integridade não agrada a Deus.

De acordo com as viagens de Paulo, entendemos que Paulo tinha duas fontes de sustento: o seu trabalho de fazedor de tendas e igrejas mantenedoras.
Filipenses 4:7 (preocupação de Paulo com o contribuinte e com a contribuição).

Atos 20:34-35 (Paulo trabalhou como um fazer de tendas).
Paulo havia sido treinado tanto no trabalho secular quanto no sagrado, e enxergava a vida, o trabalho e o ministério como um todo. Do mesmo modo, não devemos compartimentalizar as nossas vidas. “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em Nome do Senhor Jesus (Colossenses 3:17 – com grifo do autor).

Paulo recusou aceitar sustento em Corinto, provavelmente por causa dos filósofos itinerantes que comercializavam sua sabedoria ou instruções religiosas por benefícios monetários. (1 Coríntios 9:18-19)

Ele entendeu que receber sustento daqueles a quem ele estava ministrando, em vez de trabalhar para se sustentar, teria um impacto desfavorável. Paulo não aceitou o sustento dos Coríntios para que assim pudesse irrepreensivelmente proclamar o Evangelho. Era uma questão de credibilidade.
Porém, Paulo não precisou aprender outra língua, ele podia ministrar em grego.

A abordagem de Paulo, examinada à luz das estratégias missionárias do século XXI não seria considerada convencional. Se desejamos alcançar toda tribo, língua, povo e nação no Século XXI devemos romper com o aceitável, com as opiniões formadas e com o convencional. Precisamos distinguir idéias humanas de princípios bíblicos. Como igreja e agência missionárias interessadas em aprender com a abordagem holística de ministério de Paulo devemos nos aproximar mais do ensino bíblico e menos dos nossos parâmetros.

Devemos em oração reavaliar como treinamos e enviamos missionários e repensar até mesmo os alicerces de como fazemos missões. Devemos encorajar os obreiros a se apresentarem tanto aos seus amigos mucu1m@no$ como aos membros de suas igrejas em seus países de origem como eles são, sejam como professores, assistentes sociais ou alguma outra coisa. Precisamos desenvolver uma “identidade integrada” no contexto das nossas igrejas enviadoras. Por exemplo, toda vez que as pessoas me chamam de “missionário”, relembro-as de que sou um homem de negócios chamado para os “confins da Terra” e elas são chamadas para a sua “Jerusalém” ou Judéia”. Quando as pessoas me admiram (ou outros) por ser um obreiro cristão de tempo integral, com um sorriso no rosto pergunto se há algum cristão de tempo parcial. Corrigir as pessoas será um processo lento, mas eu sei que se não desanimarmos produzirá frutos.

Paulo viveu uma vida integrada. Ele integrava sua vida, trabalho, ação e adoração. Nós também precisamos corrigir a nossa “visão dupla”.
O desafio do século XXI, é treinar e enviar obreiros como Paulo.

Sofrimento
“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto”. (João 12:24)

O chamado de Deus nos compete a articular e a praticar uma visão bíblica do nosso chamado – uma visão fundamentada na Palavra de Deus e influenciada pela experiência do povo de Deus ao longo dos anos – uma visão que transcende culturas e reflete o coração de Deus. Temos muito o que aprender e, em alguns casos, muito o que desaprender sobre o que significa viver como povo de Deus no mundo.

Ainda que perseverar e prevalecer em meio à perseguição não seja nunca fácil, esses gigantes da fé dos tempos modernos nos ensinam por meio de suas carnes e almas que seguir Jesus envolve uma cruz, bem como uma coroa.

Precisamos orar não para que a perseguição sofrida pelos outros cristão chegue ao fim, mas para que os perseguidos sejam obedientes em meio ao sofrimento pelo qual passam. Sendo obedientes para enfrentar e compartilhar, especialmente com seus perseguidores, o perdão e o amor encontrados por meio da ressurreição de Jesus.

Se os medos fogem com o medo da perseguição então a comunidade de fé tem um sério problema pata ser confrontado. Ao contrário, se um crente gosta de perseguição e a busca, então a comunidade de fé está lidando com alguém com sérios problemas psicológicos.

Na visão bíblica, não devemos temer a perseguição que é inerente a seguir a Cristo, mas o mesmo tempo, crente não devem busca-la, pois Deus já determinou que devemos viver em tempo de graça.

Ser modelo de medo em meio ao sofrimento é um erro missiológico. Lamentavelmente, é mais do que isso, é pura e simplesmente, pecado.

Crentes vivendo num contexto de perseguição oferecem outro conselho interessante. Eles apontam que na maioria das vezes missionários enfrentam perseguição como um resultado de discipular, batizar e reunir os mucu1m@no$. Precisamos ser modelo e exemplo.

A estratégia de Satanás não é agredir, torturar e matar os crentes, mas é silencia-los, fazendo com que percam a sua voz e enfraqueçam o seu testemunho. Assim, ficam quietos e mantêm a sua fé de maneira pessoal.

Como missionários precisamos:

  • Estar dispostos a sofrer as consequências de expressar a nossa fé. Somos todos livres – mas nem todos estão dispostos a sofrer as consequências de um testemunho livre e ousado.
  • Compreender que o testemunho ousado irá resultar necessariamente em perseguição. A razão não é porque você não seja sábio em suas práticas, mas simplesmente porque Satanás detesta a fé e deseja que ninguém se torne um filho de Deus.
  • Não fuja da perseguição – e não a busque.
  • Honre o sofrimento de irmãos e irmãs em Cristo dizendo a verdade acerca do preço que eles tem pago.
  • Tenha coragem de dizer: “Observe a minha vida como tem sido vivida entre vocês.” E então viva uma vida que é digna de ser copiada.
  • Torne-se alguém que assume riscos entre os perdidos de forma que eles venham ter a oportunidade de ouvir, compreender, crer e se juntar ao Corpo de Cristo.