Olá Amados do Senhor. Neste mês de setembro lemos esse livro durantes as última viajem e foi muito edificante ver detalhes importantes relatados por diversos missionários. Conta detalhes necessários para os missionários terem sucesso nos seus ministérios, como principal ponto não deixar as suas famílias de lado em pró do evangelho, pois não adiante ganhar o mundo e perder a sua casa. Marcos 8:36 Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Pastores e missionários, lembre-se deste ponto: O seu primeiro ministério sempre será sua família. Nunca coloque o seu ministério em primeiro lugar nas prioridades do seu dia a dia.

O que mais vimos na prática e também lemos nos livros é que os missionários são esquecidos pela igreja, amigos e muitas vezes até da família. Sabemos das dificuldades da distância, porém temos que lembrar a todos que estamos em um lugar totalmente distante da nossa atual cultura e que qualquer ligação, carta ou e-mail faz o coração do missionário se alegrar.
O que mais vemos na prática é que praticamente todos os missionários que conversamos estão quebrados, com muitos traumas e problemas psicológicos. Como alguém pode enviar um missionário sem dar todo o suporte necessário, principalmente os solteiros que não possuem o cônjuge ao lado para ajudar. Abaixo segue os tópicos principais do livro que compartilharemos com você:
  • O mais importante em missões é a pessoa do missionário. Não se trata de um herói, mas de um ser humano com suas carência, dores e dificuldades. Na busca dos resultados, pouco se cuida dos missionários.
  • Deixar a família, a cultura, uma profissão para se entregar a um outro povo, muitas vezes em situação de miséria, guerra, doenças e perseguições, foi o contexto para o amadurecimento de muitos missionários. Para outros, no entanto, gerou grande sofrimento, crise emocional e espiritual. Muitas pessoas foram enviadas, mas pouco foi cuidado, com pouca retaguarda pastoral e financeira.
  • Contribuir para que eles tenham uma retaguarda cada vez mais eficiente no apoio espiritual e material quando do envio, e para que, ao voltar do campo, em vez de apenas enfrentar uma agenda pesada e muitos compromissos, possam ser cuidados, acolhidos, pastoreados, e encontrar descanso, restauração e encorajamento. Sim, porque, o mais importante em missões é a pessoa do missionário.
  • Os brasileiros geralmente vêm de famílias com muita interação e cuidado mútuo. Por isso, é muito difícil para eles suportarem a solidão.
  • As igrejas e agências brasileiras precisam compreender melhor os contextos de sofrimento em que seus missionários atuam para se motivar a oferecer mais cuidado e apoio adequados a fim de reduzir as taxas de retorno prematuro do campo.
  • A tentação é parte do sofrimento humano. Temos um inimigo que está presente quando nos sentimos fracos e desanimados, e que nos oferece uma saída fácil; ou quando recebemos elogios e reconhecimento, ele nos estimula a nos sentirmos autossuficientes. Isso leva os cristãos em missão a erros sérios ou ao pecado, luta, pressão e sofrimento.
  • Jesus glorificou o Pai ao fazer a sua vontade; ao aceitar a cruz, ele se tornaria uma bênção para muitos (Jo 16.16-22; 17.1-5).
  • A primeira preocupação do pastor é com a ovelha. Você sempre deve ser o terceiro. Primeiro Deus, depois a ovelha e só depois você. Jo 10.11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
  • Jesus não poderia salvar os outros e também salvar a si mesmo. Ele tomou uma decisão não por si mesmo mas pelos outros, por você.
  • Ser discípulo de Jesus significa colocar os interesses particulares de lado e aceitar o sacrifício e o sofrimento que precisam ser enfrentados por estar a seu serviço. Isso se aplica a todos os discípulos, pois sem autonegação, sem tomar a cruz e seguir a Jesus não há como ser discípulo. Isso também significa não negá-lo em situações de perseguição, mesmo quando a punição é a morte; pois quem se envergonha de Cristo vai descobrir que o Filho do Homem se envergonhará dele quando vier em glória.
  • O pastor romeno Josef Ton diz que “A característica básica que Deus quer desenvolver em seus filhos é a de servo, a capacidade de perceber as necessidades e feridas dos outros e agir para supri-las”.
  • Não poderemos alcançar as nações sem o auto-sacrifício de nós mesmos. Por isso, levar nossa cruz significa que o objetivo principal de nossa vida será testemunhar de Cristo para os outros, fazendo discípulos e ensinando-os a obedecer a Cristo. Isso pode custar nossa reputação, pode nos levar para o campo missionário e pode até mesmo significar a morte. Quando os discípulos de Jesus ouvem o chamado de Deus e obedecem, pregando as boas novas para as nações, vivendo em humilde obediência e demonstrando compaixão e amor pelas outras pessoas, eles se sacrificam em prol da salvação do perdido.
  • 2 Tessalonicenses 3.1-2, vemos um apelo enfático por orações: “Orem por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e receba a honra merecida”.
  • B. Gãrtner afirma que “os cristãos esperam não o fim do sofrimento, mas seu alvo”.
  • Embora muitos cristãos se sintam satisfeitos em serem fiéis no dízimo, a verdadeira atitude cristã nos levará além desse ato de dar o mínimo, e apenas para a igreja onde somos membros (2Co 8 e 9).
  • A vida Missionária é um previlégio. Porém, é uma carreira que tem um alto custo. Há muitos desafios, o estresse está sempre presente e com frequência envolve sofrimento. Por isso, os missionários precisam de compreensão e apoio amoroso.
  • A maioria dos missionários brasileiros recebe pouco cuidado pastoral, apesar de muitos líderes de agências e de igrejas atualmente estarem mais conscientes dessa necessidade. As igrejas esperam que seus missionários sejam pessoas especialmente capacitadas por Deus, que apresentem grandes histórias de sucesso. Porém, há missionários deprimidos por causa de experiências dolorosas no campo, por causa de problemas em sua equipe ou por serem confrontados com situações de guerra e morte.
  • Temos a tendência de esquecer que o preço para alcançar os povos não-alcançados envolve sofrimento, embora as recompensas em longo prazo sejam ainda maiores: a glória de Deus, nosso enriquecimento pessoal e bênçãos para aqueles a quem servimos.
  • Para alcançar os povos não-alcançados, um número cada vez maior de missionários estão sujeitos a sofrimento intenso e a situações de perigo. Têm de servir em florestas, desertos hostis ou metrópoles, entre povos que sofreram os horrores da guerra e entre pessoas orgulhosas de sua própria cultura e religião. Em alguns lugares, o simples desejo de ler a Bíblia causa intensa oposição e pode levar à morte. Alguns missionários precisam aprender outras línguas, mudar o estilo de vida e adotar hábitos que parecem estranhos. Podem ser questionados e mal compreendidos. Além disso, enfrentam a saudade da família, dos amigos e da igreja, e começam a se preocupar com os pais, que estão envelhecendo. Às vezes se sentem solitários e precisam de alguém que os compreenda, já que se tornaram duplamente estrangeiros: no campo missionário e ao voltar pra casa e descobrir o quanto mudaram.
  • Uma das necessidades apontadas pelos missionários foi a necessidade de apoio integral, que inclui cuidado pastoral, apoio para as necessidades do ministério, apoio financeiro, comunicação e visitas regulares. Um quarto dos missionários mencionou que a falta desse cuidado seria a principal razão para fazê-los desistir e retornar do campo.
  • O psicólogo Kelly O’Donnell define o cuidado integral do missionário como: Um investimento contínuo pelas agências missionárias e igrejas, para o desenvolvimento de quem está envolvido em missões. O cuidado do missionário é responsabilidade de cada um envolvido em missões, seja da igreja que envia, dos mantenedores ou de quem está orando por cada missionário.
  • O cuidado pode se expressar num simples oferecimento para a pessoa tirar alguns dias de férias; numa visita, num telefonema, ou em uma carta de encorajamento.
  • Uma comunicação franca é fundamental. As pessoas precisam compreender que não há nada errado em procurar ajuda psicológica. Depois da missão, a maior dor é que “amigos, colegas e mesmo familiares têm pouco tempo ou interesse em ouvir e conversar sobre suas experiências. O apoio social é um dos fatores mais importantes para se lidar com o estresse traumático”. Se receberem apoio e cuidado pastoral adequado, os missionários podem aprender a lidar com seus problemas e dores.
  • Christopher Shaw vive na Argentina. Ele oferece cuidado pastoral a missionários latino-americanos em vários campos. Shaw afirma que os pastores latino-americanos consideram que os missionários são maduros e não precisam de cuidado pastoral, e que os missionários acreditam que não devem passar por dificuldades ou ter feridas emocionais. Quando retornam do campo, sabem que a expectativa dos seus mantenedores é que eles apresentem relatórios positivos. As pessoas não esperam ouvir que os missionários estão sofrendo.
  • Missionários de todas as agências que participaram da pesquisa consideram o cuidado pastoral e psicológico uma necessidade prioritária. A necessidade de cuidado pastoral foi expressa por 50% dos missionários e a necessidade de apoio psicológico por 38%. Entre os entrevistados, 24% responderam que recebem cuidado pastoral e os líderes de igrejas e agências entrevistados concordam que essa é uma grande necessidade.
  • Cerca de um quarto dos missionários recebeu visitas de líderes da agência missionária ou de membros de sua igreja mãe nos últimos anos.
  • 31,2% disseram que têm dificuldade de comunicação, de compreender o que as pessoas querem dizer, e de saber se elas entenderam a mensagem e as implicações da fé cristã para suas vidas cotidianas. 17,8% sentiram dificuldades com o antagonismo das pessoas locais em relação aos estrangeiros e 14,2% tiveram problemas para se adaptar à comida local Todas essas respostas estão relacionadas a viver e servir numa cultura estrangeira e expressam o quanto as pessoas se sentem inseguras, sem saber como se relacionar com outras, como atender às suas necessidades, e como servi-las melhor.
  • Os relacionamentos transculturais, a adaptação à outra cultura e o aprendizado da língua são áreas de estresse para os missionários.
  • Quando os líderes aprenderem a ouvir seus missionários, compreendendo o contexto onde vivem, e oferecendo cuidado integral, apoio financeiro e orientações práticas, os resultados virão. Os missionários se sentirão apoiados e dispostos a continuar servindo de maneira sacrificial. Igrejas e agências verão que seus investimentos fortalecem os missionários e se envolverão cada vez mais. O povo local se sentirá mais respeitado, compreendido e apoiado. A taxa de retorno prematuro diminuirá, porque missionários, igrejas e agências terão aprendido a trabalhar juntos.